Eu sou grata porque o tempo passa e porque as coisas que antes eram grandes, hoje são insignificantes. Eu sou grata porque o valor das coisas é relativo, pelo menos o valor de muitas delas. Nem sempre é fácil suportar algo grandioso pela vida toda; acaba sufocando: paixão muito intensa, proximidade demais, principalmente quando isso tudo é unilateral. sou grata pelo curso da vida e pelos dias novos. Sentir a dor dos outros é nobre, um ato de amor e faz de um ser humano especial; mas tem limites, deve ter. Por isso eu acho singular aquele que é um dos maiores mandamentos do cristianismo: “ama ao próximo como a ti mesmo.”. Amar-se é o segredo; estabelecer limites é essencial para que o cansaço e o desânimo não tomem conta de todo o resto.
Sou grata porque o tempo passa e me faz aprender cada vez mais sobre mim mesma e isso me permite arrebentar algumas de tantas correntes, algumas com que eu mesma um dia me deixei prender.
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Autoconhecimento, já dizem os grandes mestres, é a chave para a nossa felicidade. Sem conhecer nossas falhas, nossas virtudes e limites acabam dificultando a nossa caminhada e o nosso crescimento.
Um beijo e muita luz na sua caminhada.
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Belo texto!
Tiago

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