fevereiro 2007

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Grandes mudanças muitas vezes têm um poder restaurador. Quando você começa a conhecer um mundo novo e diferente do seu, começa a encarar com estima e muito mais amor o que está dentro de você e as coisas que te rodeiam, dentro do seu próprio mundo. Faz de tudo para não perder sua essência, sua poesia (seja ela qual for, ainda que você nem saiba que a poesia te acompanha) porque sabe que sem essas coisas, por mais oportunidades que o “mundo novo” te ofereça, você morre; não fisicamente, mas sua alma certamente perderá a cor, e você sente que pode se perder de si mesmo a qualquer momento. Isso, de forma alguma, representa desprezo pelo novo e pelas oportunidades que ele traz. As pessoas ao seu redor parecem ficar maiores a cada dia e você lamenta que o tempo passe tão rapidamente e que o cansaço seja tão intenso.

No meio de tudo isso, vem alguém e te manda um presente tão casual, mas tão simples, que te ajuda a lembrar-se de quem você é e que te faz sorrir, pois sente o gesto como uma demonstração de carinho e de cuidado.

Escrevo estas linhas com alegria; pelo novo, pela busca da essência e pelas pessoas lindas que há no mundo. Que venha o novo, porque ele traz oportunidades e faz a vida chegar mais perto de ser aquilo que se quer que ela seja; que a essência permaneça, porque sem ela a vida perde o sentido; e que se dê e se receba carinho em pequenos ou grandes gestos. Não há justificativa, que simplesmente seja assim.
Quando faltam as palavras, eu me sinto sem chão. Vem uma inquietação insistente que não aceita a folha em branco, mas que é incapaz de enchê-la de letras.

Quando faltam as palavras, tudo dentro de mim fica sem tradução. Não há melhor tradução do que a feita pelas palavras.

Há pensamentos de sobra, mas o vocabulário de que disponho agora não é suficiente para expressá-los. É como se houvesse algo para dar à luz, uma coisa que por algum motivo não quer vir ao mundo. Angústias de quem escreve; melhor ainda, angústias de quem quer escrever.

Quando as palavras voltarem, eu também volto.

Há dias em que tudo o que se quer é a companhia de um bom livro, uma limonada bem fresquinha e conversas corriqueiras… Via pc.

Porque há momentos em que o mundo lá fora não atrai e a tranqüilidade de um dia que a gente sabe como começa e como termina é a receita da perfeição.

Que a perfeição, segundo cada um, encontre todos os minutos do fim de semana.