A cada dia que passa mais me agrada a idéia de ser anônima. As pessoas procuram a fama, o reconhecimento público, mas é difícil encontrar alguém que saiba realmente lidar com eles e suas conseqüências. E isso independe de tempo de carreira. Quer um exemplo? Muito tem se falado sobre a polêmica que envolveu a biografia não autorizada Roberto Carlos em detalhes, escrita pelo jornalista Paulo cesar Araújo. Após um acordo, a editora responsável, a Planeta, terá de tirar de circulação todos os livros distribuídos, pois o “rei”, como o chamam, considerou a obra uma invasão de sua privacidade.
Sobre essa história toda, ainda não decidi de que lado eu fico. Se por um lado é chato ter sua privacidade invadida, aqueles que gozam da fama, principalmente a fama de enormes proporções como a do cantor, devem estar preparados para esse tipo de coisa, simplesmente porque elas acontecem e nenhum mortal chamado de estrela está imune a isso. O Xico Sá escreveu um comentário (leia aqui) e eu em parte concordo com ele; muito dinheiro, muita influência e anos de glória derrubam qualquer empreitada editorial que possa ameaçar a “integridade” de alguém.
No outro extremo da linha dos famosos, temos outro exemplo, um pouco diferente do primeiro: o Alemão, aquele que ganhou um milhão de reais no BBB7, ficou famoso do dia para a noite e é assunto de qualquer programa medíocre de tv e de qualquer revista sobre “celebridades”, disse recentemente que não agüenta mais o assédio dos fãs, pois não pode nem ir ao banheiro sossegado. Calma, Alemão, ano que vem tem outro big brother e aí todo mundo vai esquecer que você existe; e o melhor de tudo, seu milhão de reais permanecerá.
Ai, ai… Os homens lutam tanto pela liberdade e não sabem que a têm na palma da mão. Abraçam o mundo, enchem as mãos com outros bens e quando percebem, a liberdade já escapou para o passado.
E viva o anonimato, a vida livre que só dias comuns podem dar.
