maio 2007

Você está navegando pelos arquivos de maio 2007.

E de repente deu saudade. Vontade de ver mais uma vez o que sua vida poderia ter sido através das marcas dele.

Abriu mais uma vez as memórias tão previsíveis, onde sabia poder encontrá-lo. Sentiu um impacto quando não viu rastro algum; não podia mais contar com a segurança, como se pudesse guardá-lo na gaveta e recordar quando bem entendesse.

Agora, não restava mais nada a não ser a lembrança impalpável; e essa, afinal, não ia durar muito.

Descobriu, assim, que perda e sempre são palavras que se completam.

Sabe aquelas pessoas cuja companhia é indiferente? Se as temos, ok; se não, ok, não faz diferença.

Pois é, essas pessoas são raras. Em geral, há dois tipos de pessoas: aquelas de quem gostamos e com quem nos sentimos bem, e aquelas com quem não nos sentimos à vontade. Essas últimas são também as pessoas de companhia “indiferente”.

Aquilo que não é intenso – de uma maneira boa ou ruim – é descartável. Afinal, uma coisa tem de ser intensa para fazer parte da vida.

Na maior parte das vezes, as relações que não oferecem razão para que se lhes dedique interesse são máscaras. E pode ser bem surpreendente descobrir o que há por baixo delas.