setembro 2007

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Minha liberdade me permite mudar de opinião sempre que me dá na telha; ainda bem que é assim; afinal de contas, que graça teriam as coisas, se tudo fosse estático? Em relação a textos, autores e coisas desse tipo, é ainda pior, já que para mim poucas coisas são tão ou mais belas que as palavras. Nunca gostei muito dos textos do Mario Prata, até que… Umpf! Tive de admitir e mudar meus conceitos.

Que tal, então, começar a semana de uma maneira mais leve e divertida? Acho cruel o modo com que muitas mulheres se tratam hoje: com autodepreciação, autocrítica exagerada e, por que não dizer, com raiva. Este blog não quer fazer apologia à auto-ajuda, mas é fato que a vida seria bem mais fácil se parássemos de ter vergonha do que somos.

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A meia gordinha
Mario Prata

Calma, meu anjo. Não se trata de uma gordinha pela metade. Meia. Nem de uma meia (aquilo de colocar nos pés) de uma gordinha, portanto, uma meia gordinha.
Trata-se de você mesma, leitora aqui da internet. Eu sei que você é meia gordinha e que existe um erro de português ali. Mas meio gordinha não é o mesmo que meia gordinha. Que me perdoem os amargos gramáticos, mas gordinha é meia. Meia gordinha. Meia gordinha soa melhor, sua menos. Meia gordinha, como você está, no ponto.
E agora você, me lendo, pergunta: como é que ele sabe que eu sou meia gordinha? Pesquisa, minha cara meia gordinha. Nem Bill Gates sabe disso. Mas o Dataprata tem sua pesquisa. 83% das mulheres que desfilam pela internet são meia gordinhas. Se você estiver nos 17% das meia magrinhas, pode parar de ler. Mesmo porque, nada ofende mais uma mulher do que ser considerada meia gordinha, não a sendo.
E é aí que está o seu erro, 83. Não sei porque vocês estão aqui navegando. Talvez por terem vergonha de ser meia gordinha. E, quando a gente pede uma foto, mandam aquela só do rosto, né? Ou de vestido preto. Se você mandasse sem o vestido, ia fazer muito mais sucesso.
Pro meu gosto, meia gordinha é o que há. Aliás, pra todo mundo que eu conheço. Só que ninguém assume: o brasileiro, influenciado pela moda francesa, quer a magra. Pra pegar onde? Pra segurar o que? Pra recostar em claviculares saboneteiras? Pois é muito melhor espalhar sabonete pela bundinha de uma meia gordinha.
Mas não vamos confundir a meia gordinha com a gordinha. Há celulíticas e celulares diferenças. Em primeiro lugar, a meia gordinha assume que é meia gordinha. Enquanto que a gordinha faz de tudo para se tornar meia. E sofre com isso. Mesmo porque, quando uma gordinha vira meia, desaba o mundo, enruga o universo.
A meia gordinha honesta, assume. É, antes de tudo, uma forte. Uma fortaleza. Tudo no seu devido lugar. Se ela emagrecer perde – além de quilos – pontos. Dizem que até abandona a internet.
Veja, por exemplo, o que diz Matthew Shirts, brasilianista de primeira. Portanto, conhecedor das coisas abaixo do equador e acima da Argentina:
- Sempre achei a maior graça nas meia gordinhas. Para começar, elas são mais expansivas e alegres que as magras e topam qualquer parada. Nunca conheci uma meia gordinha que impusesse restrições ao imaginário erótico de um homem – no caso, eu mesmo, meio gordinho. É claro, desde que você não proponha nada de acrobático demais, como saltar de cima de um guarda-roupa.
Ele revira os olhos ao me dar tais declarações:
- Nos Estados Unidos, você dificilmente encontra mulheres, mesmo gordas, com nádegas avantajadas. No Brasil, isso é quase corriqueiro. A verdade é que uma meia gordinha de bumbum proeminente me deixa bastante perturbado, no bom sentido. Talvez esteja aí um dos principais motivos que me levaram a trocar os States pela pátria do futebol e das meia gordinhas.
E conclui:
- A meia gordinha sexualmente realizada é um dos seres mais calmos do planeta.

Vergonha Nacional

Nos últimos dias, temos presenciado verdadeiras demonstrações de falta de todo e qualquer tipo de princípio. Diante disso, sou obrigada a concordar e divulgar algo bem interessante que, com a a ajuda de um outro blogueiro, descobri. Apenas isso de nada adiantará, mas é um paliativo para nos vingarmos, pelo menos inicialmente.

Vá ao Google, digite “vergonha nacional” e clique no botão “estou com sorte”.