Reclinou a cabeça porque não suportava mais o peso do coração pulsando sem parar. Não adiantou, ele não parava de pulsar, recusava-se a negar a própria existência. Era hora de retirar o tapete vermelho do chão e o banquete de sobre a mesa. Não se despiria a ninguém, não revelaria que a paz que exibia não alcançava além do véu.
Era hora de enrolar o tapete e guardá-lo outra vez; talvez escondê-lo para sempre onde a memória não pudesse encontrá-lo até o fim dos dias. O banquete seria só dela, mas seria pela última vez. Aquela receita, ela jurou, nunca mais seria preparada, porque nunca mais haveria o mesmo amor.

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