2008 já deu seus primeiros passos, e eu não queria iniciá-lo aqui com textos reflexivos. Pensando nisso, resolvi falar sobre algo que muito me agrada: o mundo do entretenimento.
Não gosto muito de “apostar” em quem serão os artistas do ano; fico bastante irritada com títulos de matérias do tipo coisas que você precisa ouvir em 2008. Porém, abri uma exceção para uma lista que o Zeca Camargo, apresentador do “Fantástico” e profundo conhecedor de música, fez em seu blogue enumerando os 12 melhores discos que você não ouviu no ano de 2007. Como eu realmente não fazia a mínima idéia de que os artistas citados no texto existiam, e como a música é parte essencial da minha vida desde sempre, fica para 2008 a descoberta de coisas que vão muito além do trivial a que nos acostumamos toda vez que ligamos o rádio; músicas em sua maioria de fórmula pronta, que de tanto ouvirmos, acabamos gostando.
Esta semana, notícias muito bacanas têm circulado pelos sites e colunas de entretenimento. Gostei bastante de uma em especial: o Radiohead está liderando o ranking britânico de vendas de discos; não, não se trata do álbum para download, que nem está mais disponível no site que a banda criou para promovê-lo. Trata-se, no entanto, do álbum físico; sim, ao contrário do que muita gente pensa, há pessoas que compram cds, e a indústria fonográfica não está ameaçada pela “praga” que é a “pirataria virtual”, como as gravadoras gostam de salientar. O Radiohead inovou; arriscou, pelo fato de permitir que os fãs escolhessem quanto queriam pagar pelo download de “In Rainbows”. Por isso mesmo, se deu muito, muito bem; e provou que o argumento das grandes gravadoras, de que a Internet ameaça o mercado da música, é infundado; precisa-se somente de um pouco de inteligência para que todos ganhem.
É claro que minha satisfação pela notícia sobre o Radiohead tem um quê de tietagem (sou fã da banda desde meus nove anos de idade, época em que eles lançaram seu primeiro disco — “Pablo Honey” —, entre cujas faixas está a já clássica “Creep”); mas não há como negar a importância e a notoriedade que a banda tem conquistado por causa do que decidiu fazer com “In Rainbows”.
E amanhã é o dia que eu venho aguardando com ansiedade: o dia em que estréia oficialmente “Desejo e Reparação”, filme baseado no romance quase homônimo escrito por Ian mcewan, meu atual escritor favorito. “Reparação”, o romance, é belíssimo. Mais que uma história de amor recheada de drama e sofrimento, é um retrato bastante realista da mente humana, revelando seus defeitos e virtudes; não fosse isso, além da capacidade do autor de construir uma narrativa consistente e detalhada em que é possível visualizar cada cena, a história seria banal. O que eu mais gosto em “Reparação”, porém, é a demonstração da teoria do caos que ele faz — de forma brilhante, diga-se de passagem. Uma sucessão de mal-entendidos, que começa por causa da imaturidade de alguém, provoca uma catástrofe na vida de muitos; daí ser necessária a reparação.
O filme, dirigido por Joe Wright, o mesmo de “Orgulho e Preconceito”, foi aprovado por Mcewan; já é razão suficiente para eu apostar minhas fichas nele.
Essas foram as minhas primeiras impressões do mundo pop; primeira de muitas, espero. O ano começou bem para quem gosta de entretenimento de qualidade; estou animada e não quero perder nada. E como eu não poderia deixar de dizer, desejo um ótimo 2008 para todos nós.
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Amiga querida, será que se esqueceu de mim? Saudades, viu! Deixei até um comment pra ti há alguns posts atrás. Não te encontrei mais no msn e estou louca por notícias. Escreve pra mim, vai: karin.filgueira@yahoo.com.br
Como sempre, babei nos teus escritos. O mundo pop tbm me fascina, mas, sem jogar confetes, ler vc é ainda mais prazeroso, interessante, um aprendizado, pra mim, Aprendiz de Escritora. Já disse isso pra vc e repetirei sempre!!! Agora estou no UNIVERSO PARTICULAR, tá? Te espero lá. I love you, forever, my friend! Bjs!!! -
Em matéria de música, esse ano promete. Não só pela minha banda (www.ojipedopadre.blogspot.com), mas com os shows que estão anunciando por aí e fazendo gente começar a poupar (muito) dinheiro.
Tem até Bob Dylan… e o Ozzy, mais uma vez, está girando entre o “vou, não vou” do ano.
Quem sabe? Estamos aí.
Ótimo 2008! -
Oi..
Obrigada pela visita..Apesar de eu não gostar muito de algumas coisas que cercam esse mundo pop!
Legal o post…Será que suas “previsões” vão estar certas, se sim..teremos um belissimo ano!BeIjOSS
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“Pablo Honey” é demais para mim. Não dá! Como alguém põe um nome desse em um disco?
Beijão,
Pablo (sem Honey, por favor)
http://cadeorevisor.wordpress.com

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