Quando criança, disseram-lhe que as roseiras eram belas. Na primeira vez em que tocou em uma, maravilhada pela chance de conhecer aquilo de que tanto lhe falavam, espetou o dedo num espinho. Sangrou. Durante muito tempo, ela nunca mais quis saber de roseiras, não podia nem ouvir falar delas. Até que esqueceu a dor. Mais uma roseira; mais euforia dentro dela; mais um toque; mais um espinho; mais sangue; mais dor. Um dia, sonhou com uma rosa branca. Sempre gostou mais das brancas; as vermelhas lembravam sangue. A rosa branca estava só, ela perguntava-se de onde havia vindo; não podia ser das roseiras, não das que conhecia. Aquelas só tinham espinhos, não tinham rosa alguma. Mas, se não tinham rosas, por que, então, eram roseiras? Havia algo errado. Aquela rosa branca a fez esquecer a dor. Outra vez. A memória e as coisas lindas eram traiçoeiras. Não fossem elas, jamais seguiria; graças a elas, seguia, embora a passos cada vez mais lentos. A rosa solitária desapareceu tão de repente quanto surgiu. Deixou-a só. Ela queria parar, mas as roseiras a fascinavam. Se não havia rosas, por que roseiras? E seguia, com o que sobrara dos espinhos e com esperança: para ela, para as rosas brancas e, um dia, quem sabe, para as vermelhas também.
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Algumas poucas coisas
da vida nunca fenecem.
Elas um dia resolvem
dormir.A gente as acolhe
no seu sono vivo de paz
aqui dentro,como um segredo.
Um segredo entre a gente e o
coração.Entre a gente,a vigília,
o coração e as noites estreladas.
Eu Te Amo. -
Tocar as rosas, mesmo sabendo que vou me machucar… Eu me permito sim! Pois o prazer do toque é maior do que a dor da espetada!
Uma ótima semana pra ti, bjs!
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Lá vou eu de novo: sabe o que aprendi sábado na dança cigana? A dança das flores (geralmente, rosas). Quando dançamos, ofertamos as rosas para as pessoas que assistem. Significa dar amor. Só que antes temos de tirar toooodos os espinhos. Sabe por quê? Porque não devemos dar aos outros o que não queremos para nós.
Beijo com carinho.
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Parabens pelo blog.
Cheguei aqui visitando o de uma amiga, que tinha vc na lista dos “vale a pena conferir”.
hehehehe
e vale a pena mesmo.
bjos e muita luz -
=)
o medo sempre nos confunde; acabamos tornando algumas cicatrizes como lembretes sobre certos ferimentos.
e muitas vezes deixamos de tocar as rosas por medo dos espinhos, sem perceber que certos sacrifícios são importantes para conseguirmos aquilo que mais nos fascina. -
Uma rosa é uma rosa, é uma rosa… já dizia o poeta.
Mas duas coisas me atrairam ao seu blog – uma o grande girassol da janelinha; outra minha amiga Ana Jácomo. foi aí que entrei em seu blog, e adorei!bjos
Maria J Fortuna -
Anônimo (??), belo texto. Ele me lembrou uma estrofe da Lira do Amor Romântico, de Drummond: “Atirei um limão n’água
e fiquei vendo na margem.
Os peixinhos responderam:
Quem tem amor tem coragem.”Kassandra, não tem jeito; a gente sempre acaba tocando as rosas, apesar de tudo. Esquecemos a dor… Porque é inerente à nossa natureza.
Cássia, desse jeito, daqui a pouco quem vai começar a fazer dança cigana sou eu! Já estou me apaixonando…
**Dessa**, seja muito bem-vinda ao blogue. Volte sempre que quiser. E obrigada pelos elogios.
Samanta, você está certa. Sempre há sacrifícios, sempre há um preço a ser pago.
MJFortuna, obrigada pela visita, que bom que gostou daqui! Volte sempre, também!
Beijos a todos.
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Muito sensível, o seu texto. Fez eu me lembrar do trecho de uma carta da minha avó Edith. Resgatei a relíquia um dia desses, numa arrumação.
Que bom que você gostou do texto que encontrou por lá. Gosto de escrever sobre essas mensagens grandiosas ditas pelas coisas aparentemente mais simples.
Um abraço,
Ana -
As rosas não deixam de ser rosas, mas todas as margaridas, violetas e lírios também têm seus “espinhos”. Só estão junto das cores, como em toda gente e flor.
Bons dias, doninha Laís!
Até! Até!

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