setembro 2008

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A Grande Disputa

Fiquei feliz ao saber que finalmente começou a Copa de Literatura Brasileira 2008, uma idéia do blogueiro Lucas Murtinho, concretizada ano passado. A copa é uma competição que começa com 16 livros (todos romances brasileiros publicados no ano anterior), em que estes se enfrentam como em qualquer campeonato: o perdedor é eliminado; o vencedor passa para a próxima fase e compete com o vencedor do jogo seguinte.

Tive a sorte de conhecer a copa no ano de estréia; não acompanhei os jogos, porque descobri a “brincadeira” nos momentos finais; mas fiz questão de ler cada partida e de inteirar-me de cada decisão dos jurados (alguns escritores e blogueiros que falam de literatura). Gostei da idéia porque, além de ter contato com obras recentes, algumas praticamente desconhecidas do público em geral, os leitores do site podem ajudar a escolher os livros participantes das eliminatórias.

Este ano, já aconteceram dois jogos, e eu estou louca para ver o que virá. Além do link colocado neste post, a Copa de Literatura Brasileira também estará ali na lista de blogues que valem a pena.

A Falta

O cotidiano rouba muitas coisas. A pior delas é a familiaridade com o que antes parecia tão simples, quase imperceptível de tão simples.

Os mesmos acontecimentos vão preenchendo os dias, vão enchendo de nada as horas tão sagradas de cada volta da Terra sobre si mesma.

Vem o tic tac do relógio perturbar o silêncio escasso.

Vem o movimento, que exige de nós o fôlego, a resposta, o mecanismo.

Vai-se o pensamento. Perdêmo-lo de vista, não o encontramos mais. Vai um pouco de nós com ele. Vão-se também as palavras; aquelas que nos transbordavam, que nos comunicavam, que nos traduziam e davam forma ao mundo.

Subitamente, é fácil perceber: com tudo o que some, some também aquilo que nos alivia: a intimidade com as palavras.

Oco

Toc toc toc.
Batidas secas e ressonantes.
A única resposta é o vazio, que não diz nada.
E o pior vazio é mesmo este, que, respondendo a um chamado, não trás respostas, só mais perguntas.
E o pior vazio é mesmo este, que não sabe, por mais que lhe perguntem, qual é a melhor forma de preenchê-lo.