Poderia ter sido bom.
Poderia ter sido uma experiência a mais.
Poderia estar acontecendo agora.
Poderia ser mais uma gota de felicidade no meio de tanta aridez.
Poderia ser uma amizade sincera.
Mas o medo nos paralisa, não adianta. Às vezes, nos trava.
Achamos melhor deixar para lá, deixar para depois, para trás.
Mas o que deixamos para trás dificilmente fica lá.
A coisa nos acompanha, o velho fantasma do “e se eu tivesse feito diferente?” parece nunca ter descanso. De vez em quando, na queda de braço, conseguimos fazê-lo cair e calar por algum tempo; porém, ele sempre volta.
Um e-mail antigo, encontrado entre tantos bytes sem importância, guardado sabe-se lá por qual mistério, nos faz entender que já se passou muito tempo; que tentar recuperar o tempo perdido é banalidade; que o mundo já deu milhares de voltas; que agora, o que nos resta são nossas próprias escolhas, felizes ou não.
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Laís,
Palavras maravilhosas e que deixam minhas emoções confusas e afoitas.
Temos sempre, no mínimo, duas escolhas e acredito que sejam as escolhas que nos impulsionem, que nos proponham desafios novos a cada dia.Perdemos tempo demais julgando se a escolha foi a melhor. Foi a que fizemos e, geralmente, não há como voltar atrás, mas há como escolher outra opção no presente. Quando pensamos muito no “E, se…” Perdemos o hoje e sem imaginar que o amanhã, talvez não venha.
Vivamos com nossas escolhas. Certo?
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Adorei o seu texto, Laís. Tenho pensado muito nisso, ultimamente. Bacana é quando as escolhas se abraçam, com medo e tudo.
Beijos pra você,
Ana

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