fevereiro 2010

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A volta

Eu vou, eu desisto, mas volto e insisto. Foi exatamente o que fiz ontem, com este blog.

Há algum tempo, algumas pessoas próximas e queridas têm me cobrado: “Quando vai voltar a escrever? Por que não atualiza mais o blog?” Até um pen drive eu ganhei, exclusivamente para guardar meus textos; sim, presente com segundas intenções, mas que vai ser usado somente para isso mesmo.

Pensei nas possibilidades. Fui até o blog antigo e reli boa parte do que foi publicado lá, de 2006 até 2009. De algumas coisas me orgulhei, de outras me envergonhei. Mas o mais importante foi perceber que aquela coleção de pensamentos significa mais para mim do que eu poderia imaginar. Não são só palavras, mas existe, por trás de cada texto, uma história, por mais distante que ela possa estar da minha atual realidade.

Não precisei pensar muito para tomar a decisão: peguei todos os textos e trouxe-os para cá. Importei todo o meu antigo blog para este espaço. É claro que veio a tentação de cortar as passagens mais irrelevantes e revisar tudo, mas, como diz um querido amigo e grande incentivador, parafraseando Arnaldo Antunes, antes de existir o revisor, existia o escritor. Além do mais, como eu já disse, e desculpem-me se estou sendo repetitiva, tudo faz parte da minha história.

Descobri também que não consigo escrever sobre um único tema. A ideia de fazer um blog segmentado sobre literatura era boa, mas minha escrita não serve para mergulhar em um pequeno mundo e dele retirar seu substrato. Não que a literatura seja um pequeno mundo, muito pelo contrário. Todavia, o cotidiano tem coisas boas demais para serem exploradas, dentro e fora dos livros, e quero abraçar e compartilhar todas as que puder.

Por isso, a garota das palavras volta a tecer sua colcha de retalhos, pois aprendeu a importância de cada um.