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	<title>A Garota das Palavras</title>
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	<description>Porque toda palavra tem um peso e um alcance.</description>
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		<title>As palavras e as folhas</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 22:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[delicadezas]]></category>
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		<description><![CDATA[A árvore é reconhecida pelos frutos; pois é claro que a árvore também se deixa reconhecer pelas folhas, o fruto, porém, é o sinal essencial. Por isso, se reconhecesses pelas folhas que uma árvore é tal ou qual, mas descobrisses na época dos frutos que ela não produz nenhum fruto: com isso reconhecerias que esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p align="justify"><font face="Times New Roman"><font size="3"><font color="#000080">A árvore é reconhecida pelos frutos; pois é claro que a árvore também se deixa reconhecer pelas folhas, o fruto, porém, é o sinal essencial. Por isso, se reconhecesses pelas folhas que uma árvore é tal ou qual, mas descobrisses na época dos frutos que ela não produz nenhum fruto: com isso reconhecerias que esta propriamente não era aquela árvore pela qual se fazia passar graças às folhas. É justamente assim também o que se dá com a cognoscibilidade do amor. O apóstolo João diz (1jo 3,18): “Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.” E com que deveríamos melhor comparar este amor das palavras e das maneiras de falar, senão com as folhas das árvores; <strong>pois também a palavra e a expressão e as invenções da linguagem podem ser um sinal para o amor, mas um sinal incerto.</strong> A mesma palavra pode ser, na boca de alguém, tão rica de conteúdo, tão confiável, e na boca de um outro ser como o murmúrio indeterminado das folhas; a mesma palavra pode, na boca de uma pessoa, ser como o “grão abençoado que nutre”, e na de outra, como a beleza infecunda da folha. Não deves por causa disso, contudo, reter a palavra nem tampouco deves ocultar a emoção visível, <strong>quando ela é verdadeira;</strong> pois tal comportamento pode até significar cometer uma injustiça por desamor, como quando se recusa a alguém algo que lhe pertence. <strong>Teu amigo, tua amada, tua criança, ou qualquer pessoa que seja objeto de teu amor tem um direito a que tu o exprimas também com palavras, quando o amor te comove realmente em teu interior.</strong> A emoção não é propriedade tua, mas sim do outro, e sua expressão lhe cabe por direito, dado que na emoção tu pertences àquele que te comove, e te tornas consciente de que pertences a essa pessoa. Quando o coração está repleto, não deves, invejoso, altivo, prejudicando o outro, ofendê-lo pelo silêncio, com os lábios cerrados; deves deixar a boca falar da abundância do coração; <strong>não deves envergonhar-te de teu sentimento e ainda menos de dar com justiça a cada um o que é seu.</strong></font></font></font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Arial">Trecho do livro “</font><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=806916&amp;sid=18722166712523680765535832&amp;k5=3604CBB2&amp;uid=8532631185"><font color="#000080" size="3" face="Arial">As Obras do Amor</font></a><font color="#000080" size="3" face="Arial">”, de </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B8ren_Kierkegaard"><font color="#000080" size="3" face="Arial">Soren Kierkegaard</font></a><font color="#000080" size="3" face="Arial">. Tenho a impressão de que ele será citado por aqui mais vezes, já que comecei a leitura ontem. Os grifos desse trecho são meus. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Arial">Eu costumo dizer que amor que não é demonstrado, mas apenas dito, é incompleto (por isso foi grande a minha alegria ao ler essas palavras). Mas creio que poucas coisas são tão boas quanto receber e lançar palavras que vêm de um amor verdadeiro: como aprendiz do amor, é bom distribuí-las, para que não envelheçam, e recebê-las, para sentir alento. Porque é a alegria da troca que faz o significado dos dias.</font></p>
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		<title>Uma confissão inconformada</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 00:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[“Mãe, fico irritada comigo mesma. Eu poderia estar fazendo tantas outras coisas hoje, mas estou aqui, grudada num livro.” Essa fala foi real, proferi essas palavras ontem, num diálogo com minha mãe. Ela, que não se importa com meus hábitos literários, tem de ouvir considerações da filha que não se conforma com as próprias inclinações. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font color="#000080" size="3">“Mãe, fico irritada comigo mesma. Eu poderia estar fazendo tantas outras coisas hoje, mas estou aqui, grudada num livro.” </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">Essa fala foi real, proferi essas palavras ontem, num diálogo com minha mãe. Ela, que não se importa com meus hábitos literários, tem de ouvir considerações da filha que não se conforma com as próprias inclinações.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">Confesso que algumas coisas que faço me incomodam. Essa “mania de ler” é uma delas. Dia de chuva? Oba, ótima desculpa para esquecer o mundo e me deixar levar. Dia seguinte, domingo de sol: um passeio, um lugar diferente, boa conversa com amigos; ótimo, ninguém é uma ilha; mas não neste dia. Uma voz de dentro me chama: “Vá ver o mundo, menina, mostre a ele quem você é”. Fecho-me em concha, porém; hoje prefiro intrometer-me em outra vida, conhecer seu destino já traçado pelas letras, já que do meu não posso saber. </font></p>
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		<title>Um bom jeito de ser feliz</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 03:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[riscos]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Um Mundo num Grão de Areia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama. &#160; Trecho de “Um Mundo num Grão de Areia”, de Rubem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p align="justify"><font color="#000080" size="3">Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama.</font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font color="#000080" size="5"><strong></strong></font></p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">Trecho de “</font><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=676066&amp;sid=1872216461258415581985518&amp;k5=645EAFF&amp;uid="><font color="#000080" size="3">Um Mundo num Grão de Areia</font></a><font color="#000080" size="3">”, de Rubem Alves. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">Até pouco tempo eu não gostava de correr riscos. Porém, quando deixei o medo de lado e passei a valorizar o amor que tenho pela vida e pelas pessoas, passei também a experimentar uma felicidade que desconhecia. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">&#160;</font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">&#160;</font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3">A citação eu peguei do </font><a href="http://laionmonteiro.wordpress.com"><font color="#000080" size="3">blog do Laion Monteiro</font></a><font color="#000080" size="3">; o moço tem bom gosto para escolher o que posta lá. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3"></font></p>
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		<title>Minha lista de vontades doidas</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 17:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[interior]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava procurando uma ideia que pudesse escrever aqui. Nada muito complicado, algo que me viesse fácil. Procurei, pensei, mas não encontrei. Quando parei de procurar, encontrei, no blog da Clarice, sua lista de vontades doidas, absurdas, que não passam e só aumentam. Simples! Resolvi fazer a minha. E se você quiser, faça a sua também, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Estava procurando uma ideia que pudesse escrever aqui. Nada muito complicado, algo que me viesse fácil. Procurei, pensei, mas não encontrei. Quando parei de procurar, encontrei, no blog da Clarice, </font><a href="http://claricenajanela.blogspot.com/2010/03/uma-lista-de-vontades-doidas-absurdas.html"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">sua lista de vontades doidas, absurdas, que não passam e só aumentam</font></a><font color="#000080" size="3" face="Verdana">. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Simples! Resolvi fazer a minha. E se você quiser, faça a sua também, nos comentários ou no seu próprio blog. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Algumas das minhas nem são tão absurdas assim, mas são vontades; e por isso mesmo, importantes: </font></p>
<ol>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Viajar pra Barcelona. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Tomar banho de chuva deitada na grama. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Compor uma música no piano. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Voltar no tempo e revisar partes da minha história. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Saber o que vem pela frente. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Ganhar um presente dado com amor. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Reunir todos os meus amigos que não se conhecem (são tantos e tão diversos!). </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Não precisar de coisa alguma. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Tocar uma nuvem. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Trazer o amado para perto e ser a <strong>única</strong> a andar ao seu lado. </font></div>
</li>
</ol>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana"></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ora&#231;&#227;o cotidiana</title>
		<link>http://www.agarotadaspalavras.com/2010/03/orao-cotidiana/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 00:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[delicadezas]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos anos antes de sua morte, um notável rabino, Abraham Joshua Heschel, sofreu um ataque do coração quase fatal. Seu melhor amigo estava ao lado de seu leito. Heschel estava tão fraco que só conseguiu sussurrar: — Sam, sou grato pela minha vida, por todos os momentos que vivi. Estou pronto para partir. Vi tantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.agarotadaspalavras.com/wp-content/uploads/2010/03/go000098.jpg"><img src="http://www.agarotadaspalavras.com/wp-content/uploads/2010/03/go000098.jpg" alt="" title="go000098" width="510" height="252" class="alignright size-full wp-image-127" /></a>
<p align="justify"><font face="Verdana"><font color="#000080"><i>Muitos anos antes de sua morte, um notável rabino, Abraham Joshua Heschel, sofreu um ataque do coração quase fatal. Seu melhor amigo estava ao lado de seu leito. Heschel estava tão fraco que só conseguiu sussurrar:</i><i></i></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana"><font color="#000080"><i>— </i><i>Sam, sou grato pela minha vida, por todos os momentos que vivi. Estou pronto para partir. Vi tantos milagres na minha vida.</i><i></i></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana"><font color="#000080"><i>O velho rabino ficou esgotado pelo seu esforço em falar. Depois de uma longa pausa ele disse:</i><i></i></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana"><font color="#000080"><i>— </i><i>Sam, nunca na minha vida pedi a Deus sucesso, sabedoria, poder ou fama. Pedi assombro, e ele me concedeu.</i></font></font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" face="Verdana">Brennan Manning, em </font><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7011131&amp;sid=87221704112226726366805067&amp;k5=FEAB56E&amp;uid="><font color="#000080" face="Verdana">O Evangelho Maltrapilho</font></a></p>
<p align="justify"><font color="#000080" face="Verdana">Esta também tem sido minha oração constante: que me seja concedido o assombro diante da vida. Não falo do assombro que atemoriza, do medo paralisante; falo do assombro que emociona, manifesto no sorriso diante do sol que esquenta o dia ou da chuva que o refresca; na surpresa em descobrir, em meio ao asfalto, as flores perfumadas de que tanto gosto; nas lágrimas de alegria que respondem a uma declaração de amor sincera; na beleza de me ver diante de duas pessoas que se amam; na simplicidade da conversa capaz de construir laços de amizade para o resto da vida; na habilidade de encontrar sentido nas palavras escritas por outra pessoa; no conforto que trazem as notas harmonizadas de uma música; na disposição alegre em ajudar quem precisa de mim; na certeza de que o mundo não é feito só de tristezas, quando as pessoas se auxiliam e se respeitam. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" face="Verdana">Pois sem o assombro eu me torno insensível; não consigo perceber a delicadeza em meio às calamidades, minhas e do mundo; não posso sentir em cada gesto humano a presença do Deus que não vejo, mas em quem creio, pelo simples fato de não acreditar que o universo se encerra na finitude dos pensamentos dos homens.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" face="Verdana">Uma vida sem assombro é uma vida que não sabe celebrar. Por isso, ainda que nem tudo seja como eu quero (e quase nada é), continuo pedindo – a Deus e à minha própria alma – que me seja concedida a graça do assombro de cada dia. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" face="Verdana"></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A volta</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 00:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu vou, eu desisto, mas volto e insisto. Foi exatamente o que fiz ontem, com este blog. Há algum tempo, algumas pessoas próximas e queridas têm me cobrado: “Quando vai voltar a escrever? Por que não atualiza mais o blog?” Até um pen drive eu ganhei, exclusivamente para guardar meus textos; sim, presente com segundas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Eu vou, eu desisto, mas volto e insisto. Foi exatamente o que fiz ontem, com este blog. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Há algum tempo, algumas pessoas próximas e queridas têm me cobrado: “Quando vai voltar a escrever? Por que não atualiza mais o blog?” Até um pen drive eu ganhei, exclusivamente para guardar meus textos; sim, presente com segundas intenções, mas que vai ser usado somente para isso mesmo. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Pensei nas possibilidades. Fui até o blog antigo e reli boa parte do que foi publicado lá, de 2006 até 2009. De algumas coisas me orgulhei, de outras me envergonhei. Mas o mais importante foi perceber que aquela coleção de pensamentos significa mais para mim do que eu poderia imaginar. Não são só palavras, mas existe, por trás de cada texto, uma história, por mais distante que ela possa estar da minha atual realidade. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Não precisei pensar muito para tomar a decisão: peguei todos os textos e trouxe-os para cá. Importei todo o meu antigo blog para este espaço. É claro que veio a tentação de cortar as passagens mais irrelevantes e revisar tudo, mas, como diz um querido amigo e grande incentivador, </font><a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&amp;nomeplaylist=000258-6_20%3c@%3eO_Essencial_de%3c@%3eO_Sil&ecirc;ncio%3c@%3eArnaldo_Antunes%3c@%3e0406%3c@%3eArnaldo_Antunes%3c@%3eBMG_Internacional%3c@%3eRCA"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">parafraseando Arnaldo Antunes</font></a><font color="#000080" size="3" face="Verdana">, antes de existir o revisor, existia o escritor. Além do mais, como eu já disse, e desculpem-me se estou sendo repetitiva, tudo faz parte da minha história. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Descobri também que não consigo escrever sobre um único tema. A ideia de fazer um blog segmentado sobre literatura era boa, mas minha escrita não serve para mergulhar em um pequeno mundo e dele retirar seu substrato. Não que a literatura seja um pequeno mundo, muito pelo contrário. Todavia, o cotidiano tem coisas boas demais para serem exploradas, dentro e fora dos livros, e quero abraçar e compartilhar todas as que puder. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Por isso, a garota das palavras volta a tecer sua colcha de retalhos, pois aprendeu a importância de cada um. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana"></font></p>
<p><font color="#000080" size="3" face="Verdana"></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desafio para um escritor</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 12:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho do escritor é um dos que mais me intrigam. Transformar sentimentos, reações e sensações em palavras nem sempre é tarefa fácil, principalmente quando as palavras não vêm de dentro de nós. Para quem não entendeu, eu explico: escrever sobre o que há por dentro de mim é imensamente mais simples do que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">O trabalho do escritor é um dos que mais me intrigam. Transformar sentimentos, reações e sensações em palavras nem sempre é tarefa fácil, principalmente quando as palavras não vêm de dentro de nós. Para quem não entendeu, eu explico: escrever sobre o que há por dentro de mim é imensamente mais simples do que me colocar em situação inteiramente fictícia, a qual eu não tenha vivido ou presenciado. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Quando Fernando Pessoa disse que “o poeta é um fingidor”, expôs toda a flexibilidade de que um bom escritor é capaz. Como escrever sobre aquilo que não vem de mim? Como não transpirar minha tristeza, meus medos, minha euforia de maneira tão explícita? Como inserir num texto a emoção própria em pequenas doses, para não empobrecê-lo? Sim, porque todo texto carregado da emoção que vem do autor, se não for bem cuidado, torna-se repetitivo, um atentado contra a originalidade. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana">Não quero dizer que um texto não possa ter nenhum tipo de emoção; um texto sem emoção não arrebata o leitor (e isso falo com base nas experiências que tenho como leitora). Arrisco-me a dizer, no entanto, que um escritor, antes de trabalhar com as palavras, precisa trabalhar sua mente, para que até seus conflitos sejam uma obra de arte. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080" size="3" face="Verdana"></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Onde realmente começa um livro</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 16:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Epígrafes que dizem muito]]></category>
		<category><![CDATA[A Abadia de Northanger]]></category>
		<category><![CDATA[epígrafe]]></category>
		<category><![CDATA[Ian Mcewan]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto bastante de epígrafes, aqueles fragmentos de texto frequentemente encontrados no início de uma narrativa, seja conto, seja romance, que dizem muito (ou pelo menos tentam) sobre o conteúdo subseqüente. Algumas epígrafes fracassam, a escolha do autor nem sempre é boa; mas outras, em compensação, nos dão boa ideia do que encontraremos em seguida, além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><font color="#000080" size="3">Gosto bastante de epígrafes, aqueles fragmentos de texto frequentemente encontrados no início de uma narrativa, seja conto, seja romance, que dizem muito (ou pelo menos tentam) sobre o conteúdo subseqüente. Algumas epígrafes fracassam, a escolha do autor nem sempre é boa; mas outras, em compensação, nos dão boa ideia do que encontraremos em seguida, além de trazerem referências sobre obras que possam ser de nosso interesse. </font></p>
<p align="left"><font color="#000080" size="3">Justamente porque dou tanta atenção às epígrafes, por vezes tão injustiçadas, é que decidi reservar um espaço a elas aqui no blogue. De tempos em tempos, trarei fragmentos marcantes, tanto pela intensidade quanto pela sua importância no contexto das obras às quais pertencem. </font></p>
<p align="left"><font color="#000080" size="3">Hoje, apresento-lhes a epígrafe do romance “</font><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6053&amp;tipo=2&amp;isbn=853590235x"><font color="#000080" size="3">Reparação</font></a><font color="#000080" size="3">”, escrito por Ian Mcewan. Poucas vezes li uma epígrafe que se encaixasse tão bem numa obra. Para quem não conhece nem o fragmento nem o romance de Mcewan, fica a dica de duas ótimas leituras, ambas tratando das tragédias que um mal-entendido pode causar. </font></p>
<blockquote><p align="left"><font color="#000080" size="3">Cara senhorita Morland, pense o quanto são horrorosas as suspeitas que tem nutrido. Em que se fundamentam tais julgamentos? Pense em que país e em que era vivemos. Lembre que somos ingleses, que somos cristãos. Consulte seu próprio entendimento, seu senso do que é provável, sua observação do que se passa à sua volta. Como nossa formação poderia nos preparar para tais atrocidades? Como nossas leis seriam coniventes com elas? De que modo coisas assim poderiam ser perpetradas sem que ninguém delas soubesse num país como este, em que as relações sociais e literárias são como são, em que cada homem está cercado por toda uma vizinhança de espiões voluntários, e as estradas e os jornais deixam tudo às claras? Querida senhorita Morland, que idéias a senhorita tem se permitido conceber?&quot;</font></p>
<p align="left"><font color="#000080" size="3">Haviam chegado ao final da galeria, e com lágrimas de vergonha ela foi embora correndo para seu quarto.</font></p>
</blockquote>
<p><font color="#000080" size="3"></font></p>
<p align="right"><font color="#000080" size="3">Jane Austen, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6053&amp;tipo=2&amp;isbn=8588781441">A Abadia de Northanger</a></font></p>
<p><font color="#000080" size="3"></font></p>
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		<title>Arma Poderosa</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 18:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[outras palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[De uma das melhores leituras que fiz este ano: O jogo do Anjo, escrito por Carlos Ruiz Zafón: &#160; O talento natural é como a força de um atleta. Alguém pode nascer com maior ou menor capacidade, mas ninguém chega a ser um atleta simplesmente porque nasceu alto, forte ou rápido. O que faz o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.agarotadaspalavras.com/wp-content/uploads/2009/08/jogo.jpg"><img src="http://www.agarotadaspalavras.com/wp-content/uploads/2009/08/jogo-206x300.jpg" alt="Capa de &quot;o Jogo do Anjo&quot;" title="jogo" width="206" height="300" class="size-medium wp-image-12" /></a>
<p align="left"><font size="3" face="Verdana">De uma das melhores leituras que fiz este ano: </font><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6053&amp;tipo=2&amp;isbn=8560280308"><font color="#000000" size="3" face="Verdana">O jogo do Anjo</font></a><font size="3" face="Verdana">, escrito por </font><a href="http://www.carlosruizzafon.com"><font color="#000000" size="3" face="Verdana">Carlos Ruiz Zafón</font></a><font size="3" face="Verdana">: </font></p>
<p align="left"><font size="3" face="Verdana">&#160;</font></p>
<blockquote><p align="left"><font color="#0000ff" size="3" face="Verdana">O talento natural é como a força de um atleta. Alguém pode nascer com maior ou menor capacidade, mas ninguém chega a ser um atleta simplesmente porque nasceu alto, forte ou rápido. O que faz o atleta, ou o artista, é o trabalho, o domínio do ofício e a técnica. A inteligência inata é simplesmente munição. Para chegar a fazer alguma coisa com ela é necessário transformar sua mente numa arma de precisão.</font></p>
</blockquote>
<p><font color="#0000ff" size="3" face="Verdana"></font></p>
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		<title>Da Solidão Compartilhada</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 18:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laisdandrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[gotas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto mais só eu me sinto, mais parte do mundo eu sou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font face="Verdana" color="#000080" size="3">Quanto mais só eu me sinto, </font></p>
<p align="center"><font face="Verdana" color="#000080" size="3">mais parte do mundo eu sou.</font></p>
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